O projecto dos "100 dias"

01.01.'08 - Apresentação e arranque do projecto ............ SIC
12.05.'08 - Primeiras conclusões aos 80 dias ................... SIC 02.07.'08 - Transportes amigos do ambiente .................. RTP2
18.09.'08 - Conclusões finais aos 130 dias ....................... TVI 22.09.'08 - Dia Europeu da Mobilidade 22.09.2008 ........ RTP1
02.11.'08 - Caia Quem Caia e as bicicletas ....................... TVI 30.12.'08 - Fim do Projecto dos "100 dias" ...................... RCP
01.01.'09 - Fim do projecto dos "100 dias" ...................... SIC 06.01.'09 - 100 dias na Prova Oral .......................... Antena 3


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5 Carmona Rodrigues


Tese de mestrado "Contribuição do modo BICI na gestão da mobilidade urbana" - Descarregar PDF »»

Press Release - Março 2008

Por Hugo Jorge, Psicólogo e utilizador de bicicleta.
Enviado a diversos orgãos de comunicação social, no dia 13 de Março 2008.

No dia 1 de Janeiro de 2008, Paulo Guerra dos Santos, iniciou o ano com o projecto 100 Dias de Bicicleta em Lisboa. Este Engenheiro Civil, Projectista de Vias de Comunicação e Transportes, e investigador nestas matérias, pretendia analisar o potencial ciclável de Lisboa e apresentar medidas concretas para favorecer este meio de transporte mais eficiente e amigo do ambiente, em articulação com outros meios de transporte (transportes públicos e automóvel).

No blog que criou para dar a conhecer o seu trabalho (http://100diasdebicicletaemlisboa.blogspot.com/), faz o relato das suas viagens pela cidade de Lisboa, descrevendo as dificuldades e as facilidades que vai descobrindo, estas ultimas, surpreendentemente, em maioria.

Neste projecto destaca como maiores dificuldades para quem anda de bicicleta em Lisboa os pavimentos em mau estado; a desconfiança das pessoas em geral, como por exemplo "o episódio de um porteiro numa escola que parecia não acreditar que eu era professor, uma vez que me deslocava de bicicleta"; a falta de locais para estacionar bicicletas em segurança; o excesso de carros na cidade e a circulação dos mesmos em velocidades por vezes excessivas, muito para além dos limites legais.

Por outro lado, Paulo Guerra dos Santos, confessa estar surpreendido pela facilidade em circular de bicicleta na cidade de Lisboa, destacando os seguintes aspectos:
- Facilidade com que se desloca com a bicicleta pelo metro.
- Excelente receptividade de colegas de trabalho e alunos.
- Olhar para a cidade com outros olhos, estando mais atento e civicamente activo.
- Aumento da interacção social (diariamente conhece outras pessoas, encontra na rua amigos com mais frequência e tem oportunidade para parar e conversar). A bicicleta é motivo de conversa mesmo com estranhos – é um facilitador social.
- Aumento do bem-estar físico e psicológico.
- Descoberta que existem muitas outras pessoas a utilizar diariamente a bicicleta em Lisboa.
- Maior rapidez nas deslocações.
- Poupança no combustível. Não abastece o carro desde Dezembro 2007.
- Sentimento de maior liberdade nas deslocações e na vivência da cidade.

Segundo o investigador: "É curioso como no início do projecto, não sabendo o que iria encontrar, tinha um pouco aquela ideia preconcebida de que era difícil deslocar-me pela cidade de bicicleta. Cada vez que dou ao pedal, descubro exactamente o contrário. Uma cidade lindíssima, com gente fabulosa, que afinal apenas aguarda há séculos que a tratemos com a dignidade que esta senhora de 2000 anos merece." Acrescenta que "em Portugal, temos muitos mais dias de sol ou sem chuva, do que por exemplo na Holanda, onde milhares de pessoas vão de casa para o trabalho ou para a escola de bicicleta. Aqui em Lisboa temos óptimas condições climatéricas" – conclui.

50 dias depois de iniciar as suas pedaladas pela cidade de Lisboa, Paulo Guerra dos Santos conclui, com o apoio de vários documentos técnicos, que "Lisboa não são 7 colinas, mas sim um grande planalto. Mais de 2/3 da cidade (67.4% para ser mais exacto) tem inclinações inferiores a 10%, o que representa boas condições para pedalar diariamente."

Com 50 dias ainda pela frente, este investigador e utilizador diário de bicicleta em Lisboa, deseja que mais pessoas tomem consciência que este é o momento perfeito para fazerem da bicicleta o seu meio de transporte diário e o momento certo para que a autarquia concretize medidas sérias e eficazes para promover deslocações de bicicleta na cidade.

= = FIM ==

10 comentários:

rolone disse...

"O Artigo 90 diz que «os condutores de velocípedes devem transitar o mais próximo possível das bermas ou passeios, mesmo nos casos em que, no mesmo sentido de trânsito, sejam possíveis duas ou mais filas», sendo que a infracção a esta regra implica multa de €30 a €150.

No entanto, o Artigo 11 explicita que «os condutores devem, durante a condução, abster-se da prática de quaisquer actos que sejam susceptíveis de prejudicar o exercício da condução com segurança», e o Artigo 3 diz que «as pessoas devem abster-se de actos que impeçam ou embaracem o trânsito ou comprometam a segurança ou a comodidade dos utentes das vias». E o Artigo 13, mais geral que o 90, diz que «o trânsito de veículos deve fazer-se pelo lado direito da faixa de rodagem e o mais próximo possível das bermas ou passeios, conservando destes uma distância que permita evitar acidentes», sendo a multa prevista (para ciclistas) para a infracção semelhante à indicada no Artigo 90"

O que fazer quando o risco de chocar com uma porta repentinamente aberta, no caso de automóveis estacionados indevidamente, se torna elevado? Palavra aos especialistas...

Um abraço,

João Santos

rolone disse...

"O Artigo 36 diz claramente que «a ultrapassagem deve efectuar-se pela esquerda». A infracção ao disposto implica multa de €125 a €625 (Artigo 96).

O Artigo 37 refere as excepções: «Deve-se fazer pela direita a ultrapassagem de veículos ou animais cujo condutor, assinalando devidamente a sua intenção, pretenda mudar de direcção para a esquerda ou, numa via de sentido único, parar ou estacionar à esquerda, desde que, em qualquer caso, tenha deixado livre a parte mais à direita da faixa de rodagem»"

Pela minha parte, como utilizador quase diário da bicicleta como meio priveligiado de transporte urbano, acho extremamente difícil o cumprimento desta regra. Numa estrada com berma, e com filas de trânsito paradas em ambas as faixas de rodagem por exemplo por causa de um semáforo, não se torna muito mais fácil e seguro a um ciclista, manter-se encostado à berma, arriscando-se, se fizer a ultrapassagem pela esquerda, a que o semáforo "abra" de repente e a ficar impossibilitado de se colocar novamente à direita, passando os automóveis a ultrapassá-lo, aí sim, indevidamente, pela direita. Não estará "este código" desadaptado à prática ciclista? Mais uma vez, peço a palavra dos especialistas.
Um abraço,
João Santos

guerradossantos@gmail.com disse...

Também gosto do Artigo 26.º
Marcha lenta

"Os condutores não devem transitar em marcha cuja lentidão cause embaraço
injustificado aos restantes utentes da via."
E há coima para quem não o respeite :)

E os velocípedes sem motor não estão sequer contemplados no quadro de velocidades máximas (artigo 27º)

Enfim, a legislação tem de ser adaptada a este novo meio de deslocação nas nossas cidades.

Abraço.

guerradossantos@gmail.com disse...

Caro João, mande-me o seu testemunho de quem pedala diariamente. É mais um contributo para este projecto. Cumprimentos

rolone disse...

Olá de novo:-)

Olhando rapidamente para o código da estrada, observamos um sem número de deveres e multas para os utilizadores da bicicleta, pontuado aqui e ali por algum direito, quase a medo, e na legislação mais recente, prevalecendo ainda as ideias de que "os ciclistas perdem sempre e em qualquer circunstância a prioridade", etc., o que molda ainda muitas mentalidades. Pergunto-me se, para além da existência de ciclovias nas cidades, não seria mais necessária uma acção de sensibilização para o uso, o respeito, e, principalmente, uma alteração significativa do código da estrada, evidenciando claramente uma vontade política de mudar algo, que eu, francamente, não sei se existe, dada a quantidade da colecta fiscal que incide sobre a circulação dos veículos motorizados.

Um abraço,

João Santos

delta disse...

Pois, o código diz e contradiz de seguida muita coisa. No entanto, enquanto não há um código em condições, teremos que ser nós ciclistas decidir onde andar de bicicleta: ou mais à direta ou no meio do eixo da via, sobretudo quando há duas vias no mesmo sentido.
Hoje, ao descer a Av. de Berlim em direcção ao Parques das Nações, num local onde existem duas vias no mesmo sentido, eu ia junto à berma e levei uma valente razia, quando na via da esquerda não cirluva ninguém!
Acontece que, um pouco à frente, o carro que me tinha feito a tangente, foi obrigado a parar no semáforo. Eu aproveite para ganhar dianteira e, prepositadamente, coloquei-me no meio da via. Ele voltou a passar por mim, mas agora bem distante, ou seja pela via disponível à esquerda. Mais à frente, novamente semáforos, o que me permitiu passar novamente para a frente, posicionar-me no meio da via, e novamente ele passou bem distante de mim.
Agora digam-me onde é que é mais seguro andar: junto à berma ou no meio da via?
Há dias, o Paulo referia a vantagem da bicicleta, por não ter tido necessidade de efectuar qualquer desvio, pelo facto das vias estárem cortadas (manisfestação dos profs).
Hoje, ia eu no meu passeio domingueiro, a 400-500 metros depois do cais do sodré, pela esquerda da linha de comboio, quando se aproximou um carro com um casal de jovens. Queriam ir para o cais do sodré, que estava mesmo ali à mão, mas tinham voltado para trás por causa do sentido proibido. Portanto, perguntavam por onde é que teriam que ir. Lá fiz de batedor até ao Buda bar, e lá seguiram felizes e contentes.
De bicicleta, teriam apenas que fazer os tais 400-500 metros; de carro tiveram que fazer talvez 5 km!
Moral da história: A bicicleta permite atalhar caminho ;)
Um abraço

guerradossantos@gmail.com disse...

Gostei da expressão "atalhar caminho" :) É sem dúvida mais uma das muitas vantagens de andar de bicicleta. Um abraço

Blackbelly disse...

E quando as vossa piores razias são feitas por carros com suportes para bicicletas no tejadilho? O que me dizem disso?

Bichotó disse...

Sugiro a leitura da seguinte proposta de alterações:

www.geocities.com/bici_portugal/propostas_alteracoes_CE_PPUB.pdf

Bichotó disse...

mt se fala das razias por aki e tb já tive a minha dose...
à falta de uma legislação que determina comportamentos seguros a todos os utilizadores da estrada, é óbvio que temos de ser nós a criar a nossa segurança.
já dou passeios de bicicleta em tt e estrada há uns 18 anos e isso fez-me perceber que precisamos pelo menos de 1 metro de segurança do lado direito... e nunca fui chateado pela policia por isso... buzinadelas sem dúvida mas as razias diminuíram porque tenho espaço para ñ ser apertado. mais ainda nas curvas de pouca ou nenhuma visibilidade.

Relatos de quem já pedala pela cidade de Lisboa .............

São cada vez mais aqueles que usam a bicicleta como meio de transporte em Lisboa ( 29 testemunhos) ....................................... ver mais »

Engenharia Civil - Vias de Comunicação e Transportes

Intermodalidade de Transportes na cidade de Lisboa
Quanto lhe custa TER e USAR o seu automóvel ?
Os "100 dias" nos media

FAQs, Links, e informações de interesse para o ciclista ..........................

O código da estrada e os velocípedes ....................................
Rede de zonas cicláveis em Lisboa .....................................
Estacionamento para bicicletas, na cidade de Lisboa .............. brevemente
Rede de lojas e oficinas de bicicletas em Lisboa ............ brevemente
Transporte de bicicletas no metropolitano de Lisboa ...............
Transporte de bicicletas nos comboios da CP .....................
Transporte de bicicletas nos comboios da Fertagus ................
Transporte de bicicletas nos barcos da Transtejo e Soflusa ............
Custos comparativos com o uso do automóvel ............................ brevemente
Revistas da especialidade ......................................................... brevemente
Associações e grupos de entusiastas ........................................ brevemente
Eventos ................................................................................... brevemente

C.V. resumido


Currículo Vitae
Paulo Manuel Guerra dos Santos, Eng.º Civil.
Contacto: guerradossantos@gmail.com

Dados Pessoais
Nascido em 1973

Experiência Profissional
1995 a 2007 – Colaborador em diversas empresas de Projecto de Estradas e Consultoria (Proplano, Triede, Tecnofisil, Consulógica), onde desenvolveu competências na área do desenho e projecto de estradas, em particular com recurso às aplicações informáticas: AutoCAD, SMIGS e CIVIL 3D.

Experiência Pedagógica
1994 a 2007 – Mais de 6000h de formação ministradas em diversas escolas, centros de formação e empresas do continente e ilhas, nas áreas de Robótica Industrial, CAD, Topografia e Projecto de Estradas Assistidos por Computador.

Estágios Profissionais e Projectos Internacionais
2007 – Participação em projecto académico europeu na área da engenharia hidráulica, na Alemanha.
2007 – Estágio na Finnish Road Administration (Instituto de Estradas Finlandês), na cidade de Turku, na Finlândia.
2006 – Participação em projecto académico europeu na área da engenharia hidráulica, na Holanda.
1993/ 94 – Estágios na área da Robótica Industrial, em empresa tecnológica do sector metalomecânico, em Portugal.

Formação Académica
2007 – A preparar a tese de mestrado sob o tema “100 dias a ciclar na cidade de Lisboa”, com início previsto para 01 de Janeiro de 2008.
2007 – Conclusão da Licenciatura bi-etápica em Engenharia Civil, Ramo de Vias de Comunicação Rodoviárias, ISEL, com média de 15 valores.
1999 – Conclusão do Bacharelato em Engenharia Civil, ISEL, com média de 14 valores.

Formação Profissional em Novas Tecnologias de Informação
1995 a 2006 – Diversas acções de formação profissional nas áreas de Robótica Industrial, CAD, SIG, Topografia, Engenharia de Estradas, Design Gráfico e Criação de páginas de Internet.
1992 a 1994 – Curso de Robótica Industrial, CENFIM, com 3000h.

Formação Pedagógica
1994 a 2003 – Diversas acções de Formação Pedagógica de Formadores e Meios Audiovisuais.

Certificações Pedagógicas
Desde 2000 – Certificado pela AutoDESK, como formador autorizado em tecnologias de desenho e projecto assistidos por computador.
Desde 1998 – Certificado pelo IEFP como Formador, com CAP.

Resumo da situação actual
Actualmente exerce actividade em regime de freelancer como Técnico Especialista e Formador nas áreas de:

- Desenho Técnico Assistido por Computador (AutoCAD), para Arquitectura, Engenharia e Construção, a 2D, 3D e 4D.
- Modelação Digital de Terrenos, para Topografia (CIVIL 3D).
- Cálculo de Vias de Comunicação Rodoviárias Assistido por Computador (CIVIL 3D).

Outras informações
Disponibilidade total. Flexibilidade de horários. Habituado a viajar pelo país e pelo estrangeiro.
Muito bom nível de inglês falado e escrito. Excelentes capacidades de comunicação.
Não fumador. Dador de sangue. Praticante de desportos de combate.